Tenho meia-dúzia de pessoas especiais, estou feliz. Tenho 6 bilhões de pessoas desconhecidas, está tudo certo.
No mundo carismático dos negócios, quem tem essa noção que exagero populacional consegue ganhar mais dinheiro. Vender para 6 bilhões dá muito mais certo do que vender para um público específico, é óbvio, abra sua Coca-cola e não me contrarie.
Só que fora do capitalismo radical, ter muitas pessoas pode ser desgastante. Principalmente porque a maioria delas só se preocupa com uma coisa, o umbigo. Ah, eu queria ser um umbigo, tudo parece girar em torno deles. Estou falando isso porque sou um cara legal, entretanto me canso das pessoas só pensando em seus umbigos. Sei que não sou bonito como um, nem cheiroso como tal, mas os Diegos também tem sentimentos.
Ontem recebi uma mensagem, "kero muito que vc venha" dizia nela, um convite para algo totalmente inútil e prazeroso. Foi o melhor elogio que recebi em muito tempo, alguém querendo compartilhar algo legal comigo, me senti o próprio umbigo da pessoa.
Essas coisas eu valorizo muito, quando alguém lembra de mim além das horas de necessidade, eu lembro dessa pessoa também. Estranhamente isso só ocorre com aquelas meia-dúzia de pessoas especiais. Triste. Umbigos prevalecem.
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