...era noite de outono, e o vento sussurrava sua fria e melancólica melodia...
Eu estava dormindo (ou pelo menos acho que estava), o clima agradável e minha coberta combinando perfeitamente com o frio. Com exceção do chiado do vento, nada mais se escutava do lado de fora. Até que uma batida seca cortou a monotonia.
Acordei confuso, a remela nos olhos turvando minha visão, todos estavam dormindo mais profundamente do que eu, então resolvi verificar por conta própria...não imaginava o que me aguardava.
Saí do quarto sem acender a luz, passos cegos em meio à bagunça, caminhei com cautela até a porta da sala. Abri o vidro da porta para espiar para fora, na esperança de não ser nada e poder voltar para minha cama, então uma luz cruzou o quintal. Não muito rápida, nem muito forte, apenas uma luz de brilho incomum que passeou pelo ar até parar atrás do limoeiro. Que merda, foi o que pensei. Abri a porta lentamente, procurei com o olhar pelos temidos “cães de guarda” que consumiam tanta ração – cadê eles quando se precisa? -, não os encontrei. Segui até o ponto luminoso, ainda meio zonzo de sono...e lá estava ela...
Continua...
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