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24.11.10

Do próximo ao próximo

Hoje fui massagear meu ego-social. Ou como diriam os caras do Criança Esperança, fui fazer trabalho voluntário.

Pensar no próximo é tão nobre que fica bonito na parede da sala. Tenho que dizer, esse negócio de voluntariado ainda é muito discutível. Tem gente que parece ter saído da teledramaturgia brasileira e acredita piamente que é tudo em prol dos menos favorecidos....por outro lado tem uns caras, mais sinceros eu diria, que vêem interesses subliminares nessas ações. Eu sou o meio termo.
Trabalho voluntário é bom pra todo mundo, não é nenhum martírio para o bom samaritano que vai lá ajudar o próximo, mas também não fica simplesmente no "estamos usando os pobres para melhorar nossa imagem". Como tudo de bom nessa vida, é uma relação de ganha-ganha.

Mas sabe, fico meio triste quando faço esses trabalhos, pois vejo que tem gente que não sabe aproveitar sua parte no ganha-ganha (ou não quer)...bom, eu estou evoluindo com isso, quem quiser aproveitar que aproveite...

23.11.10

Ser legal implica no péssimo hábito de fazer amigos. Sempre.
Vamos definir o que é "amizade" do ponto de vista cético-asiático-coração-de-gelo que não me diz respeito, diga-se de passagem.

Estar disponível a qualquer momento para ouvir qualquer besteira, seja de madrugada, seja sobre feijões de todos os sabores. Isso é ser amigo.
Ajudar incondicionalmente o(a) amigo(a) se ferrar caso ele(a) queira, e depois engolir a seco o amargo "eu te avisei", temperado com sentimento de culpa. Isso também é ser amigo.
Pular de para-quedas e assobiar A Ponte do Rio Kawai a 4 mil metros de altura. Isso, bom, isso é ser descolado.

Amizade é o tipo de trabalho que não dá trabalho, mas exige trabalho.
Tá complicado? E nem começamos a falar de amor, ou rimas do Jorge Ben Jor.

12.11.10

Desafios Diários

Ontem venci um desafio pessoal. Não há vitória melhor, mais saborosa.
Sou muito disso, encarar de frente algum problema bizarro que aparentemente não terá sentido em minha vida...mas tem. E isso me engrandece como ser pensante, como animal superior aos golfinhos.
Ontem, depois de muito exigir de meus neurônios, consegui escrever um poema de 3 estrofes com 3 versos cada. Confesso, não imaginei ser tão difícil.

Dizem que ela é louca,
séria como poucas.
Teorias para todas ocasiões.

Mas veja bem, a melhor das companhias,
é claro que não poderia
ser mais uma nas multidões.

E pelo pouco que conheço,
logo afirmo, não te esqueço.
Tamiris, seus olhares e suas canções...

Pan panamerico ♫

11.11.10

Gabriel Potter - e o Cale-se Priscila (cap 2)

O movimento inesperado da escada revelou algo oculto que chocou a todos ali.

- Catrica mano, o que é essa múmia aqui embaixo! – exclamou Fatutifrutti.

- Pelas beterrabas da minha mãe, é a múmia de Valdemir, meu arqui-vilão mortal. – disse Gabriel Potter.

Nisso, o corpo milenar se move e olha para Potter. Um olhar nevasto e penetrante que congela a espinha do jovem rapaz em um miléssimo de segundo. É treta. Gabriel, em um extinto de sobrevivência latente, puxa sua varinha e com o movimento mais homossexual da história das novelas, profere as palavras mágicas.

- Pelos poderes de GreySkull! Eeeeuuuu teeeenho a FORÇA!

Explosão calendoscópica. O desajeitado novato se torna um guerreiro viril só de tanguinha, e o que todos achavam ser apenas mais um conto infanto-juvenil, vira um metal-espadinha de proporções exageradas.

- Tchu ruru ruru, tchutchu ruru ruru, tchu ruru ruru ruruuuum...Vou acabar com seu reinado de terror Valdemir. O bem triunfará nas terras dos homens de boa vontade.

- Tolo Gabriel, não percebeu que acabou de cair em minha armadilha? – ironiza Valdemir enquanto aperta o botão vermelho na parede ao lado.

O pior acontece, todos os alunos ali acabam sendo presos pelo raio de gravidade-total, e ficam imóveis estirados no chão a merce da múmia. Porém, muito além, pra lá do imaginável, o plano do vilão começava a dar errado. O raio era deveras forte, a gravidade da coisa estava muito alta, e logo todos estavam deprimidos, inclusive ele.

- Que puxa mano...olha só pra mim, 4 mil anos com as mesmas ataduras...eu quero mais é que...ops! – sem querer, Valdemir tropeça nas própria bandagens, rolando para cima da varinha de Potter, que lança uma magia defensiva ao léu. A magia se choca com o raio de gravidade-total, gerando um vortéx bidimensional de alta periculosidade. Todos iriam morrer e acabar com a história.

- E agora, quem poderá nos proteger?! - soluça Priscila Maria.

- EU!



Continua.

4.11.10

Gabriel Potter - e o Cale-se Priscila (cap 1)

Gabriel era especial, seu sobrenome, além de muitas piadas, trazia um grande passado e mistérios. Era seu primeiro ano na empresa de magia verde Gpaschoal, onde jovens aprendiam artes milenares.
Ainda não conhecia ninguém ali, porém sua atenção logo foi roubada por uma garota que sentou ao seu lado.

Priscila era a menina estr...diferente. Seus pouco mais de 1,5m de altura lhe permitiam um ar muito arrogante, mas por dentro batia um coração dengoso e repleto de amizade. Ao ver o novato sozinho temperando o mamão, resolveu se aproximar carinhosamente e fazer amizade.

- Hei seu troxa! – chamou-o Priscila Maria. – Vamos almoçar juntos?

- Troxa?! Olha, eu sei que sou meio introvertido e ....

- Não, troxa é quem não sabe usar magia. – explicou-lhe – Você tem uma varinha?

- Eu sabia. Tenho sim, quer “magicar” depois do almoço? – Gabriel a convidou.

Aceitando o convite bizarro, os dois desceram para o salão externo, onde havia espaço para “magicar” a vontade. Porém, lá também estavam os dois meninos mais malvadinhos do terceiro piso, que logo começaram a aloprar a duplinha de montão.

- Olha, se não é o famoso Gabriel Potter. – se aproximou Adilson Valentão – “Potter”certeza que já esperávamos por alguém tão esquisito. Haá hahaha.

- Haá, muito bom Dil. – incentivou Bruno Fatutifrutti.

- Escuta aqui garoto, você pode parar com isso, tá? O Gabriel tem um problema de saúde, não pode ficar zuando ele assim. – defendeu Priscila.

- Eu não tenho não.

- Ahh ta...

Mas Adilson não estava nem aí, queria encrenca, e encrenca em dobro. Puxou sua varinha para um duelo, e rapidamente todos estavam em posição de combate, ia voar confete para todos os lados. Mas nesse momento algo inesperado aconteceu. As escadas se moveram de lugar, e revelaram um alçapão secreto, onde eles viram algo que os colocaria na maior aventuras de todas.

- Santa Rita Lee... Como é que isso veio parar aqui?!





Continua

3.11.10

Chororo I

Voltando, hoje, a rotina após o feriado para o dia-a-dia, surpreso descubro que organizar me é uma prioridade. Mal as palavras saem na ordem que desejo.

Estou bagunçado, disciplina japonesa típica de mim foge à galope. Vou me aprumar.

Agora colocando meus pensamentos à limpo (e o vocabulário nos eixos), preciso mesmo me organizar. Todas as metas que fiz no começo do ano estão sendo cumpridas, falta pouco, mas é um pouco que está dando trabalho. Gostaria muito de receber apoio, entretanto, é uma lástima do destino, mas parece que meu caminho é ajudar, e não ser ajudado.

Eu queria muito sinceridade, ajudaria demais.
"Não se preocupe, a vida também não foi sensata comigo."

Diego Suzuki