Sábado, dia 9, fui convidado para um casamento. Um casamento muito especial, diga-se de passagem. Desenterrei meu sobretudo do guarda-roupa, gel no cabelo, brilho maroto no olhar. Modéstia a parte, eu estava bacanão.
Dançando na festa, eis que uma menina (6 ou 7 anos) me puxa e pergunta: "Você é um espião?". Eu não estava para brincadeiras. Olhei firme para os olhos dela e respondi: "Não...sou um agente secreto."
Pronto, estava armada a confusão. Tive que ajudar a menina a salvar o mundo e prender um monte de bandidos a noite inteira.
Eu não sou muito fã de crianças, nem de adolescentes, nem de bichinhos, mas gosto menos ainda de pseudo-adultos, que dizem que é falta de maturidade brincar e coisas do tipo. Defendem que temos que aproveitar a idade em que vivemos, se divertir com os amigos nos bares, sinuca, um adulto tem conversas de adulto...Para os que pensam assim, meus pêsames.
Vejo a vida como uma viajem no tempo (que um dia certamente irá acabar), e durante todo o percurso temos experiências boas e ruins. Por que não levar as experiências boas conosco? Tenho mesmo que deixar o passado para aproveitar o presente? Para mim, isso é apenas uma limitação. Dá para abrir o jornal, ler a parte de economia, de política, e depois os quadrinhos.
Ultimamente tenho me deparado bastante com esse tipo de comentário, "que coisa infantil", triste, pois cada vez que alguém fala isso morre uma fada.
Bom, cada um com seu ponto de vista, quem sou eu para julgar.
Mas prefiro continuar a rir, a brincar, a rimar
no fim de cada postagem
mesmo que falando um monte de bobagem.
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